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Nossa História

Foto: Imagem da universidade vista de fora

Introdução

A Escola de Engenharia Industrial Metalúrgica de Volta Redonda é integrante da Universidade Federal Fluminense, UFF, e foi criada pelo Plano de Reestruturação desta Universidade, aprovada pelo Conselho Federal de Educação, CEF, através do Parecer n.º 90/68, em 08/02/68, reestruturado pelo Decreto Presidencial n.º 6244, de 15/03/68 e pelo Parecer do CEF n.º 696, de 05/09/69.

Universidade Nacional do Trabalho

Nos primórdios da Presidência da República de Jânio Quadros, foi idealizada a implantação de uma futura Universidade em que o ensino profissionalizante de Engenharia deveria ser ministrado próximo a um centro industrial ligado à sua especialidade, unindo efetivamente a teoria acadêmica à prática profissional. Deste modo, os engenheiros especializados dos diversos centros poderiam “emprestar”  seus conhecimentos, e os futuros engenheiros, ainda em sua vida estudantil, passariam a ter a oportunidade de  presenciar a produção industrial, ter contato com profissionais e aparelhagens  sofisticadas, de grande porte, enfim, vivenciar no presente sua futura vida profissional. Os alunos, ao se formarem, estariam mais capacitados, desinibidos e confiantes a exercer a função com superior eficiência. A indústria poderia reduzir significativamente o tempo de adaptação do recém-formado ao complexo industrial.

Este novo binômio de ensino superior não ficaria restrito aos alunos da Universidade a ser criada, mas abrangeria os estudantes de todas as escolas do País que não mantivessem esses cursos profissionalizantes. Haveria seleção entre os alunos candidatos a esses cursos.

Seria o início revolucionário do binômio escola-indústria, como também da escola nacional.

O ensino nível básico de Engenharia permaneceria nos grandes e médios centros urbanos.

Para concretizar essas idéias pioneiras, foi concebida a criação da Universidade Nacional do Trabalho e, em Volta Redonda, da Escola de Metalurgia dessa Universidade.

A cidade de Volta Redonda foi especificamente escolhida para a implantação desta Escola por sediar a Usina Presidente Vargas da Companhia Siderúrgica Nacional, CSN, à sua infra-estrutura urbana, aos interesses da Indústria e da sociedade em geral na implantação universitária e a proximidade desta cidade ao Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, que são pólos da ciência metalúrgica, facilitando a vinda de professores especializados.

O Presidente Jânio Quadros determinou que a CSN, além da doação de área para instalação de laboratórios, projetasse e construísse o prédio da Escola  e doasse-o à Universidade Nacional do Trabalho.

O local destinado, embora insuficiente  para expansões futuras, atendia às necessidades básicas para o bom e imediato funcionamento do Curso de Metalurgia da Escola a ser implantada, já que havia infra-estrutura urbana adequada e fácil acesso à Usina da CSN.

O currículo do Curso de Metalurgia foi elaborado com base nas determinações do Conselho Federal de Educação (CFE), nas necessidades  do mercado de trabalho, no exame de currículos de Engenharia Metalúrgica, tanto a nível nacional como estrangeiro, mormente no recém-estruturado currículo de Metalurgia da Escola Técnica do Exército (atual Instituto Militar  de Engenharia, IME).

Foi adotado, de modo pioneiro no Brasil, o sistema semestral, de créditos e de pré-requisitos. O futuro aluno poderia então selecionar, de acordo com suas próprias conveniências, as disciplinas que cursaria, bem como planejar seus horários de aula. Deveria, no entanto, observar os pré-requisitos, respeitar a carga horária máxima e o número mínimo e máximo de semestres necessários á conclusão do curso, de acordo com o estipulado pelo CFE.

Estabeleceu-se que as aulas teóricas seriam ministradas em turmas de, no máximo, quarenta alunos e as práticas distribuídas em turmas menores, para melhor aproveitamento.

Visando atender as indústrias, ávidas de engenheiros metalúrgicos, reduziu-se o tempo total para a conclusão do curso das duas primeiras turmas admitidas, sem infringir a carga horária mínima de aulas determinada pelo CFE. Essas turmas teriam aulas nos feriados e no período de férias de 1961 para 1962 e julho  de 1962. As outras turmas começariam normalmente no início de cada semestre.

O currículo estabelecido foi divulgado, amplamente debatido em Volta Redonda e após veementes debates foi finalmente mantido.

O Ministro da Educação, Dr. Brígido Tinoco, permitiu o funcionamento e posterior reconhecimento do Curso de Metalurgia a ser inaugurado em Volta Redonda.

Informações sobre a Escola de Metalurgia e do Curso desta especialidade foram enviadas às Escolas de Engenharia do País.

Entre os pretendentes, foram selecionados, unicamente alunos de escolas de engenharia com aprovação nas disciplinas do Ciclo Básico e regularmente matriculados, mesmo freqüentando o Ciclo Profissioanal.

Em 17/07/61 foi, solenemente, criada a Escola de Metalurgia da Universidade Nacional do Trabalho no Cine 9 de Abril, em Volta Redonda,  com a aula magna inaugural preferida pelo Presidente da República. Estavam presentes Ministros de Estado, o Governador do Rio de Janeiro, autoridades civis e militares, Diretoria da CSN e professores e alunos da nova Escola.

Em 18/07/61 foram iniciadas as aulas da primeira turma do Curso de Metalurgia da recém-fundada Escola, provisoriamente numa sala da Escola Técnica Pandiá Calógeras, da CSN, cedida pela sua direção. Os professores, alunos e funcionários pioneiros foram:

Professores RegentesProfessores AssistentesAlunosFuncionário

  • Celso de Araújo
  • Edil Patury Monteiro
  • Frederico Viana Torres
  • Gilberto Domingues
  • Gustavo Garnier
  • Hésio de Melo e Alvim
  • Licínio Ribeiro Viana

  • Affonso Malta
  • Alberto Flores
  • Ângelo Augusto Tomaz
  • Pereira
  • Arlindo de Souza
  • Carlos Martins de
  • Almeida Filho
  • Odival Pereira de Ávila
  • Pedro Silva
  • Roberto de Barros
  • Benévolo
  • Roberto Loreiro Pinheiro
  • William Monachesi

  • Alexandre Balinski
  • Amintas Eugênio de Souza
  • Antônio Albero Affonso
  • Benjamin Resnitzky
  • Carlos Alberto da C.Mattos
  • Dilermano Allan Filho
  • Elymar Guimarães Fonseca
  • Fernando Antônio Milito
  • Francisco Ari Souto
  • Friedemann E. Kemmelmeier
  • Genésio Furtado de Melo
  • Gilberto Sguario da Silva
  • Günther Bantel
  • Harry Eugen Josef Kahn
  • Hélio Rosalvo dos Santos
  • Hiroshi Ahymoto
  • Ilson Miranda Costa
  • Jelbert Figueiredo
  • José Carlos de P. Amorim
  • Lídio Fernandes Júnior
  • Luiz Antônio Fogaça
  • Luiz Eduardo Armando de Barros
  • Luiz Ernesto Bariquelo
  • Manoel Consoni Gomes
  • Marcel François Schreiber
  • Mário Goldstein
  • Milton Schoneweg
  • Raul Alves kalckmann
  • Renato de Oliveira Camargo
  • Sérvio Paixão e Silva
  • Walter Nunes Carvalho
  • Waldemar Idomineu T. Lucas
  • William Rocha Cantal

  • Everaldo Tavares de Moura

As aulas na Usina e em sala ocorriam sem problemas, tanto nos dias úteis como nos feriados.

A adaptação dos alunos na cidade transcorria naturalmente com excelente receptividade por parte da população de Volta Redonda.

Todovia, em 25/08/61, com a inesperada e surpreendente renúncia do Presidente Jânio Quadros, a situação mudou completamente. A criação da Universidade Nacional do Trabalho e da Escola de Metalurgia não se concretizaram oficialmente.

Era o fim de tudo que foi idealizado: currículo, binômio, escola-indústria, escola nacional, créditos, pré-requisitos e semestralidade. Desmoronameto total, e os alunos teriam simplesmente que retornar às suas escolas de origem, com a inexorável perda de um ano de estudos.

Paradoxalmente foi a apócrifa Escola de Metalurgia da, também apócrifa, Universidade Nacional do Trabalho, que nunca existiram oficialmente, o berço embrionário da atual Escola de Metalurgia de Volta Redonda da Universidade Federal Fluminense.

Escola Fluminense de Engenharia

Foi criada em Niterói no ano de 1953, era estadual, do Rio de Janeiro, e transformou-se na atual Escola de Engenharia da Universidade Federal Fluminense.

Com a renúncia do Presidente Jânio Quadros, não mais se falou em Universidade Nacional do Trabalho e da sua Escola de Metalurgia.

A euforia e os sonhos foram seriamente abalados, mas a chama pelos fundamentos pioneiros do ensino da metalurgia persistiu intensa e firmemente. Os desejos de concretizar o binômio escola-indústria, de implantar o curso nacional de metalurgia, de formar engenheiros metalúrgicos tão necessários ao Brasil, de fundar o ensino universitário em Volta Redonda e de criar um possante centro científico metalúrgico nesta cidade, assim como não acarretar aos alunos pioneiros a perda  de um ano de estudos, falaram bem mais alto e foram incentivadores.

As aula prosseguiram normalmente na Escola Técnica Pandiá Calógeras com os bravos trinta e três alunos da primeira turma e os abnegados professores pioneiros, que anuíram em continuar lecionando sem vislumbrar qualquer remuneração.

Com o apoio da CSN, desses heróicos professores (mormente os do Rio de Janeiro), do Diretor da Escola Fluminense de Engenharia ( Professor Octávio Reis  de Cantanhede Almeida) e do membro do Conselho Coordenador do Curso de Engenharia Industrial Metalúrgica da Escola Fluminense de Engenharia (Professor Edil Patury Monteiro), os alunos da primeira turma foram incluídos neste Curso, legitimando-se a situação escolar dos mesmos.

O Curso de Engenharia Industrial Metalúrgica passou a funcionar em Volta Redonda, na Escola Técnica Pandiá Calógeras, onde as aulas continuaram sendo lecionadas regularmente.

Em dezembro de 1961 ingressou a segunda turma e reiniciaram as aulas emduas salas cedidas pela Escola Técnica Pandiá Calógeras.

Em março de 1962 a vida escolar normalizou-se. O curso foi transferido, transitoriamente, para o Colégio Paulo Monteiro Mendes ( atual  Escola Municipal Professora Delce Horta, no Jardim Paraíba, Volta Redonda), recém-construído e cedido à Escola pela CSN. Foi recebida a terceira turma e as aulas recomeçaram normalmente.

Em julho de 1962 ingressou a quarta turma e reiniciaram-se as aulas.

As turmas subseqüentes foram admitidas normalmente nos semestres seguintes, com pleno êxito da semestralidade, créditos, pré-requisitos e escola nacional.

Em 19/01/1963 formou-se a primeira turma com pompa homérica digna do ato e da cidade de Volta Redonda. A primeira formatura universitária foi um ato inusitado na Cidade e propiciou imenso júbilo aos professores e funcionários do Curso, como também à sociedade voltaredondense. Foi o remate de uma epopéia heróica e estonteante.

A formatura da primeira turma foi o coroamento dos sonhos dos idealizadores e dos esforços de todos que colaboraram. Foi, concomitantemente, a consolidação das idéias iniciais do binômio escola-indústria, créditos, pré-requisitos, semestralidade e escola nacional.

A procura dos engenheirandos pelas indústrias e mercado de trabalho foi enorme.

Os novos engenheiros corresponderam plenamente às expectativas dos empregadores pela ótima qualificação profissional que apresentavam ao se formarem, ratificando o acerto do criticado currículo, do ensino ministrado e das idéias pioneiras adotadas.

Em 17/07/63, o Curso foi transferido definitivamente para o prédio atual da Escola. Houve radical melhoria de acomodações. Uma placa em memória da apócrifa Universidade do Trabalho foi colocada na Escola.

O prédio continuou pertecendo à CSN e o Curso, simplesmente, o ocupava, sem convênio e sem qualquer ônus para a Escola Fluminense de Engenharia. Todas as despesas ocorriam por conta da CSN, exceto as relativas ao quadro de pessoal e de material.

Infelizmente, não foram construídas as salas para a biblioteca e de estudos, previstas no terceiro andar.

A vida escolar prosseguiu cada vez mais firme e sob idêntica metodologia do ensino. A cada seis meses entrava e saia uma turma, consolidando a escola nacional e a semestralidade, adotadas pela primeira vez no Brasil.

O curso era cada mais conhecido e acatado no País.

Em 1966, a Escola Fluminense de Engenharia, pela primeira vez, em Volta Redonda, realizou  concurso vestibular e iniciou o Ciclo Básico. Não houve um novo concurso vestibular, porque o êxito e o número de candidatos de Volta Redonda foram aquém das expectativas. Somente uma turma cursou todo o Ciclo Básico e poucos optaram pelo Curso de Engenharia Industrial Metalúrgica.

O Curso de Engenharia Industrial Metalúrgica continuou integralizado à Escola Fluminense de Engenharia até a criação da Universidade Federal Fluminense.

Foto: Logotipo da UFF

Universidade Federal Fluminense

Em conformidade com o Plano de Reestruturação da Universidade Federal Fluminense, UFF, (aprovado pelo CEF, através do Parecer n.º 90/69, em 08/02/68) foi criada a Escola de Metalurgia de Volta Redonda (art. 12).

O Magnífico Reitor da UFF designou  (art.27) para  Diretor da novel Escola o Professor Edil Patury Monteiro (Portaria n.º 105, de 15/04/68).

Constitui-se em dever obrigatório e prioritário para a Direção da Escola continuar o excelente ensino e proporcionar meios para melhorá-lo constantemente.

O nome da Escola não foi proposto pelos professores, nem pelos alunos. Deve ter surgido das reminiscências da apócrifa Escola de Metalurgia da Universidade Nacional do Trabalho.

Como não houve receptividade do nome pelos corpos docente e discente, o assunto foi amplamente discutido e votado na primeira reunião da Congregação, em 01/06/68, que aprovou o nome: Escola de Engenharia Industrial Metalúrgica de Volta Redonda.

Submetido à consideração do órgão superior competente, o CFE aprovou  a retificação solicitada em 21/03/69 através do Decreto n.º 64272 de 21/03/69, publicado  no DOU de 28/03/69.

Os débitos para com a CSN foram saldados.

Provisoriamente, criou-se a biblioteca na sala do Diretório Acadêmico 17 de Julho, por ele cedida, o qual foi transferido, interinamente, para uma das salas do almoxarifado, no térreo. Montaram-se os precários laboratórios: minelarogia ( no corredor do 2 º andar de ligação ao futuro prédio dos laboratórios), preparo  de corpos de prova para macro e microscopia ( na sala dos sanitários femininos, no térreo), tratamentos térmicos ( na sala do 2º andar, correspondente à sala onde estava o Diretório Acadêmico). Neste último laboratório  foram previamente instalados aparelhos de ar condicionado para manutenção de sua delicada aparelhagem.

O ensino, sob idêntica metodologia, continuou cada vez mais firme e o Curso mais conhecido no Brasil e mesmo no exterior.

Freqüentes contatos do Diretor da Escola com o Presidente e Diretores da CSN eram mantidos para conservar o bom funcionamento do ensino e manter sólido o binômio escola-indústria.

Doações de aparelhagens foram rejeitadas por serem obsoletas e, mormente, por falta de espaço físico para instalá-las, bem como de iinfra-estrutura.

Solicitações para implantar pós-graduação não foram aceitas, porque a idéia predominante era, pimeiro consolidar o ensino de graduação, com laboratórios bem montados, para depois, com infra-estrututura adequada, pensar-se em pós-graduação.

Em 1969, iniciou-se a contratação de ex-alunos como professores do Curso de Metalurgia, sendo o pioneiro o Engenheiro Friedemann Ernesto Kemmelmeier, que se formou na primeira turma.

Apesar dos constantes contatos do Diretor da Escola com o Presidente e Diretores da CSN, os problemas iam crescendo, principalmente pelo insistente desejo do Diretor Industrial em evitar que os engenheiros da CSN  lecionassem  durante o expediente, bem como de retomar o imóvel ocupado pela Escola e o terreno destinado aos laboratórios. Entendia este Diretor que a ausência ao trabalho era prejudicial à dinâmica do serviço e a área ocupada era valiosa (“ouro”, segundo ele), para ser destinada a finalidade de ensino. Em contrapartida, o Diretor Industrial sugeriu a doação de terreno em local afastado para a construção do prédio definitivo. O Diretor da Escola não concordou por ser esta nova área totalmente desprovida de infra-estrutura urbana, além de não haver recursos necessários às obras. Ressaltou que a prioridade para o Brasil era a educação  e que o ensino,  nesta Insituição, embora dispendioso, vinha proporcionando rápido retorno extremamente benéfico para a própria CSN e para a Nação.

Seria praticamente a extinção do concretizado êxito do binômio escola-industria e, pior, o fechamento da novel Escola, já conhecida e conceituada no País.

O Diretor da Escola, enquanto mantinha esperanças na solução satisfatória dos delicados problemas, não extravasou o desagradável assunto a ninguém, para não causar indesejáveis transtornos aos professores, estudantes e funcionários, com a intenção de poupar o ensino dos reflexos negativos que poderiam advir. Continuou a lutar, mas, embora desfrutasse de intimidades com os Diretores e o Presidente da CSN, somente deste último obtinha apoio, enquanto os Diretores ficavam omissos, exceto o Industrial, que permanecia irredutível.

O delicado assunto foi debatido em reunião da Diretoria da CSN, que, infelizmente, aprovou a proibição dos seus engenheiros lecionarem durante o expediente e a retomada tanto do imóvel, como do terreno ao lado, destinado ao prédio dos laboratórios.

Parecia o fim. Contudo, o Diretor da Escola lançou mão de um último e decisivo diálogo com o Presidente da CSN, General Alfredo Américo da Silva. Argumentou que embora a decisão de fechamento da Escola tivesse sido fruto de uma reunião com vários responsáveis, o único culpado pelo fim desta Insituição para a opinião pública seria o Presidente da CSN, pois este é a figura de maior peso perante a sociedade e a mídia.

Dias depois, o Diretor da Escola foi convidado para uma nova audiência com o Presidente, que lhe comunicou a anulação completa das deciões tomadas na reunião com os Diretores, reabrindo portanto as portas para a continuidade da vida da Escola.

A excelente novidade só então foi divulgada nos ambientes escolar e universitário.

A vida escolar continuou normal e cada vez mais firme.

O Diretor agiu imediatamente para assegurar a regularização efetiva de todas as conquistas.

Em 08/07/71 a Câmara Municipal de Volta Redonda conferiu o Título de Cidadão Voltaredondense ao Professor Edil Patury Monteiro em reconhecimento aos trabalhos realizados para a fundação da Escola de Engenharia Industrial Metalúrgica de Volta Redonda (Resolução n.º 205 e Diploma de 17/07/71).

Em 29/09/72 foi celebrado o primeiro convênio da UFF com a CSN, que, por ser altamente benéfico à Escola, o relator, no Conselho Universitário, cognominou-o de “pai para filho”. Permitia que os engenheiros da CSN ensinassem na Escola e/ou na própria CSN durante o horário de trabalho na Companhia. Constava também a doação do prédio da Escola, com mais de 2.500m2 de área útil, e do terreno ao lado à UFF, cabendo a esta a construção do prédio dos laboratórios, que, se não fosse iniciada até o prazo máximo convencionado, perderia o direito ao terreno.

Em dezembro de 1972, pela primeira vez, admitiram-se alunas no curso de metalurgia, sendo Marisa Dietrich de Azevedo e Julia de Faria as pioneiras.

Em 29/11/73 foi realizada a escritura definitiva da doação (Cartório do 1° Ofício de Justiça de Volta Redonda, RJ).

Após a aprovação do Estatuto da Universidade Federal Fluminense (Parecer do CFE, n° 696, DE 05/09/69), foi nomeado pelo Presidente da República, o Professor Edil Patury Monteiro para exercer, por quatro anos , o mandato de Diretor da Escola Engenharia Industrial Metalúrgica de Volta Redonda (19/12/74, DOU de 20/12/74) e o Professor Hélio Portocarrero de Castro para Vice-Diretor (18/03/75, DOU de 19/03/75).

O Estatuto da UFF foi implantado na Escola e foram criados os Departamentos de Metalurgia de Transformação, de Metalurgia Física e de Metalurgia Extrativa, que posteriormente, foram congregados nos Departamentos de Metalurgia Industrial e de Ciência dos Materiais.

Em 09/05/75 foi efetuado o Convênio Universidade Federal Fluminense com o Clube Umuarama para propiciar aos alunos da Escola a pratica esportiva em obediência à modificação curricular imposta pelo CFE.

Em 17/08/76, o Conselho Federal de Educação aprovou o reconhecimento do Curso de Metalurgia, legalizando a situação anômala em que se encontrava, o que exigiu longo tempo e ingentes esforços.

A construção da biblioteca, inicialmente prevista no 3º andar, foi impossível, porque os engenheiros e arquitetos da UFF constataram que a laje apresentava fendas e, portanto, não suportaria mais uma andar. Assim sendo, a provisória biblioteca permaneceria no térreo, na sala cedida pelo Diretório Acadêmico 17 de Julho, até que o prédio dos laboratórios ficasse pronto, quando seria transferida para o 2º andar, sala dos provisórios laboratórios de macro e microscopia.

Os arquitetos da UFF projetaram o prédio dos laboratórios após visitas, com o Diretor da Escola, ao IME ( Instituto Militar de Engenharia ), à PUC ( Pontifícia Universidade Católica) e a UFRJ ( Universidade Federal do Rio de Janeiro). Adotaram, por solicitação do Diretor da Escola, modulação, tubulações ( elétrica, hidráulica, ar comprimido, etc) horizontais e verticais visíveis e rampas em substituição a degraus.

Por falta de verba, o início da construção do prédio dos laboratórios foi procrastinado. Novos dissabores advieram, compelindo o Diretor da Escola a freqüentes audiências com o Presidente da CSN, que ia tolerando a inadimplente UFF por não cumprir o convênio, fato que poderia acarretar a perda do terreno destinado ao prédio dos laboratórios.

Felizmente, embora com muito atraso, foi iniciada a construção do prédio dos laboratórios e terminada em novembro de 1981.

Apesar do grande êxito do currículo inicial, comprovada pelos ótimos desempenhos profissionais dos engenheiros formados na Escola, o desenvolvimento técnico-científico impunha modificações curriculares, que foram realizadas por três vezes até 1978.

O Professor Edil Patury Monteiro, com o término do seu mandato em 19/12/1978, deixou a direção da Escola, gratificado por haver contribuído para sua implantação, incrementar e consolidar o prestígio e a confiabilidade que a mesma desfruta perante à UFF, o cenário nacional e a sociedade voltarredondense.

O Vice-Diretor, Professor Hélio Portocarrero de Castro, assumiu interinamente a direção da Escola. Sua nomeaçaõ para o cargo de Diretor ocorreu em 31/01/79, pelo Ministro da Educação e Cultura ( Portaria n.º 76 de 31/01/79, DOU de 06/02/79), com grande satisfação para todos, e, em particular, para o antigo Diretor, que depositou nesta nova administração a certeza de elevar cada vez mais o bom nome da Escola e de grandes êxitos na gestão.

Em novembro de 1981, foi inaugurado o prédio destinado aos laboratórios, com área útil de mais de 2.500m2 . Foi conferido a esta edificação o nome do ex-Diretor, que direcionou esforços para a concretização deste ideal. Durante a inauguração foi solenemente descerrada, no edifício, a placa “Prédio Edil Patury Monteiro”.

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